Já perdi a conta de quantas vezes me perguntaram como encontro as bandas que ouço e minha resposta é sempre a mesma: internet, basta saber procurar. O que noto é que muita gente não sabe onde procurar, por isso resolvi indicar alguns sites pra facilitar as coisas :)
O primeiro é o Last.fm, um tipo de rede social voltada pra música. Você baixa um plugin que registra todas tudo o que você ouve e manda diretamente para o site, que por sua vez gera listas dos artistas e músicas mais ouvidos na semana, nos últimos 3 meses, nos últimos 6 meses e no último anos, mas isso não é o melhor do last fm. A melhor parte é que você sempre vai achar algo novo, seja através da lista de artistas e faixas recomendadas que o site gera baseado no que você ouve, através de artistas que estão relacionados com outros, isto é, se você gosta de um artista "X" e clica na página dele, vai encontrar uma lista com vários outros artistas "Y" que tocam um estilo de música parecido, e também fuçando a página de outros usuários, principalmente dos seus vizinhos, pessoas com o gosto musical similar ao seu, que adivinha? O Site também gera.
Não tem como não encontrar coisa nova no last, e é por isso que ele é meu site preferido no assunto. Se você ainda não tem um perfil lá, trate de se cadastrar agora e lembre-se de me adicionar.
Uma outra indicação é o youtube, isso mesmo, querido amigo, o youtube. Atualmente, todas as bandas ou artistas têm material no youtube, então, obviamente, ele é um ótimo lugar para ouvir música nova. Minha dica é procurar um artista que você já gosta, clicar em algum vídeo dele e olhar os vídeos relacionados: é bem possível que lá tenham vídeos de alguma banda que você nunca ouviu. Outra dica é ler os comentários, TODA banda é comparada com outra, mas nem sempre conhecemos essa outra banda, não é mesmo?
Um outro site legal é o The Shoot Music, mas ele só vale pra quem gosta de uma pegada mais indie. Lá você encontra vídeos de várias bandas, que são gravados pela equipe do próprio site, o que é uma grande vantagem, pois a qualidade está sempre boa. Pra quem gosta do estilo o site é ótimo e digno de se ter nos favoritos.
E por último, o blogs como o 409 your coffee maker e o Soundsandclouds disponibilizam vários cds pra download, sendo impossível não encontrar música nova. É importante olhar os parceiros de blogs como esses, pois eles normalmente tem o mesmo intuito.
Não vou nem falar do myspace, do purevolume e do tramavirtual, né? Esses todos são obrigados a conhecer.
O segredo da internet é lembrar que ela se trata de uma rede e tudo está relacionado de uma forma ou de outra. Por isso, clicar em artistas, vídeos ou sites relacionados é essencial pra quem está buscando coisa nova, seja "coisa" música, filme, série, notícias, etc.
Espero que esse post seja útil pra alguém, e se quiserem me recomendar mais sites, super aceito.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Lívia e Avril Lavigne (mais uma vez)
Lívia (com cara de sonsa) na quinta série com sua camiseta da Avril, oun
Eu estava na quarta série quando uma menina da minha sala levou um cd da irmã dela para ouvirmos. Era de uma cantora que tinha uma música na novela, mas que eu não conhecia muito bem. Ouvimos o cd durante uma aula qualquer e foi tudo o que bastou: na mesma semana já sai com meu pai para comprar aquele albúm com o dinheirinho que eu tinha guardado.
Depois, por influência da minha prima, comecei a ouvir mais e mais aquele cd. E depois foram camisetars, posters e um dvd que eu nem podia assistir pois não tinha aparelho. Cada dia mais minha admiração crescia e eu sentia mais carinho por aquela menininha pequena que não sabia da minha existencia. Veio mais um cd e depois um show: pacaembu, quarenta mil pessoas contando comigo, lá longe, na arquibancada verde, mas lá.
Então veio o ALBR e pude ter contato com outros fãs, compartilhar minha admiração e falar sobre vários outros assuntos. Também pude fazer amizades e "surubões" no msn, jogar gustop, passar horas e horas no skype, trocar cartas, fazer melhores amigos, conhece-los pessoalmente em encontros no masp, visitá-los, te-los na minha festa de aniversário, ir a praia, e tudo por conta de uma cantora.
Então veio o ALBR e pude ter contato com outros fãs, compartilhar minha admiração e falar sobre vários outros assuntos. Também pude fazer amizades e "surubões" no msn, jogar gustop, passar horas e horas no skype, trocar cartas, fazer melhores amigos, conhece-los pessoalmente em encontros no masp, visitá-los, te-los na minha festa de aniversário, ir a praia, e tudo por conta de uma cantora.
Mas ela foi crescendo, e eu também. Meus gostos musicais foram mudando com o passar do tempo e as músicas delas se diferenciando daquelas que me apaixonei lá na quarta série. Apesar disso, meu carinho continuou a crescer, mesmo que as músicas já não me atraissem mais.
Então sairam boatos de que ela poderia fazer shows no Brasil ainda esse ano, e eu acreditei que não faria muita diferença pra mim...até os rumores serem confirmados. Assim que sairam as datas, aquele mesmo sentimento de "preciso ir" do show de 2005 (aquele do Pacaembu) voltaram, como se eu ainda fosse aquela menininha fanática que só sabia falar "Avril". Vai ver é o tal do carinho que ainda cresce. Vai ver é porque ir a um show dela com as pessoas do ALBR deve ser a coisa mais incrível do mundo. Vai ver eu goste mais da música que ela faz atualmente do que imagino. Vai ver são todos os anteriores. Mas de que isso importa? O fato é que eu vou, vai ser incrível e estou ansiosa.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Lívia e "Smile".
Na última semana, o clipe de "Smile", de Avril Lavigne, foi lançado. A música é o segundo single do Goodbye Lullaby, quarto albúm da cantora, lançado em março desse ano.
Devo dizer que a música foi minha maior decepção do albúm inteiro. Avril prometeu aos fãs um CD profundo, sincero e mais maduro, então começa uma das faixas com "You know that I'm a crazy bitch, I do what I want when I feel like it, all I wanna do is lose control" ("você sabe que sou uma puta louca, eu faço o que quero quando tenho vontade, tudo que quero fazer é perder o controle"), algo que esperamos ouvir de alguém com 15, 16 anos, não de uma mulher formada. Apesar disso, sempre apostei de Smile como single, é chiclete e o ritmo da uma boa salvada na letra. É uma espécie de Girlfriend, difícil de flopar.
Por não gostar da música, não criei expectativas para o clipe, que acabei por gostar.Smile é uma mistura de "He wasn't" (o cenário é muito parecido) com uma espécie de história (não sei se é bem uma história, mas vou usar esse termo), é simples, bonitinho e gostoso de assistir.
Não sei se a semelhança com "He wasn't" foi proposital, pra agradar os fãs que, como eu, preferem o "Under My Skin" (segundo album), mas foi uma boa ideia. Combina com a música, combina com a volta de uma Avril menos rosa e nos remete aos bons tempos.
As cenas em que ela recolhe os pedaços de um coração partido são bonitinhas, apesar de já terem sido usadas antes por outros artistas. Talvez ficariam melhores se, após ela pegar um pedaço, a cena ganhasse cor, mas também é algo que já foi usado. Essas cenas me lembraram um pouco o clipe de LDN, da Lily Allen, que eu gosto muito, por sinal.
Não é o melhor clipe da carreira de Avril, mas passa longe de ser o pior.
Caso você não tenha assistido ainda, aqui está:
Devo dizer que a música foi minha maior decepção do albúm inteiro. Avril prometeu aos fãs um CD profundo, sincero e mais maduro, então começa uma das faixas com "You know that I'm a crazy bitch, I do what I want when I feel like it, all I wanna do is lose control" ("você sabe que sou uma puta louca, eu faço o que quero quando tenho vontade, tudo que quero fazer é perder o controle"), algo que esperamos ouvir de alguém com 15, 16 anos, não de uma mulher formada. Apesar disso, sempre apostei de Smile como single, é chiclete e o ritmo da uma boa salvada na letra. É uma espécie de Girlfriend, difícil de flopar.
Por não gostar da música, não criei expectativas para o clipe, que acabei por gostar.Smile é uma mistura de "He wasn't" (o cenário é muito parecido) com uma espécie de história (não sei se é bem uma história, mas vou usar esse termo), é simples, bonitinho e gostoso de assistir.
Não sei se a semelhança com "He wasn't" foi proposital, pra agradar os fãs que, como eu, preferem o "Under My Skin" (segundo album), mas foi uma boa ideia. Combina com a música, combina com a volta de uma Avril menos rosa e nos remete aos bons tempos.
As cenas em que ela recolhe os pedaços de um coração partido são bonitinhas, apesar de já terem sido usadas antes por outros artistas. Talvez ficariam melhores se, após ela pegar um pedaço, a cena ganhasse cor, mas também é algo que já foi usado. Essas cenas me lembraram um pouco o clipe de LDN, da Lily Allen, que eu gosto muito, por sinal.
Não é o melhor clipe da carreira de Avril, mas passa longe de ser o pior.
Caso você não tenha assistido ainda, aqui está:
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Lívia e "O noivo da minha melhor amiga"
Mocinha e mocinho que não podem se apaixonar se apaixonam, passam por problemas, ficam juntos no fim. Essa é a fórmula de todas comédias românticas, que ainda assistimos, apesar de batidas. Não me entendam errado: não é que eu não goste delas, acho que são filmes leves, ótimos pra passar o tempo e quase sempre garantem boas risadas. Não são obras primas, mas cumprem o seu papel perfeitamente: entreter.
Nunca imaginaria que um filme desse gênero me traria incomôdo, mas não é que trouxe? "O noivo da minha melhor amiga" conta a história de Rachel, uma advogada certinha, que se envolve com Dex, noivo de Darcy, sua melhor amiga.
Apesar de Rachel ser quem trai a melhor amiga, ela é a "mocinha" da história, e é exatamente isso que me incomoda. Estamos vivendo numa sociedade de valores invertidos ou é impressão minha? Traição não é algo admirável, é só mais uma forma de ser anti-ético e passar por cima dos outros.
Tentam justificar a atitude de Rachel com a teoria de que "se os papéis fossem trocados, Darcy não pensaria duas vezes", o que me incomodou ainda mais. Principalmente porque não se deve ser imoral porque o outro também é, pessoas de boa índole agem com ética independente da atitude dos demais. Segundo que se uma amizade é baseada nesse tipo de raciocínio, tem alguma coisa errada. Falar de melhor amigo é falar de confiança plena.
Pode até parecer pensamento do século XX já que vivemos num mundo tão moderninho, mas eu acho traição inaceitável e ver uma história em que quem a comete é o bonzinho não me traz nada positivo.
Nunca imaginaria que um filme desse gênero me traria incomôdo, mas não é que trouxe? "O noivo da minha melhor amiga" conta a história de Rachel, uma advogada certinha, que se envolve com Dex, noivo de Darcy, sua melhor amiga.
Apesar de Rachel ser quem trai a melhor amiga, ela é a "mocinha" da história, e é exatamente isso que me incomoda. Estamos vivendo numa sociedade de valores invertidos ou é impressão minha? Traição não é algo admirável, é só mais uma forma de ser anti-ético e passar por cima dos outros.
Tentam justificar a atitude de Rachel com a teoria de que "se os papéis fossem trocados, Darcy não pensaria duas vezes", o que me incomodou ainda mais. Principalmente porque não se deve ser imoral porque o outro também é, pessoas de boa índole agem com ética independente da atitude dos demais. Segundo que se uma amizade é baseada nesse tipo de raciocínio, tem alguma coisa errada. Falar de melhor amigo é falar de confiança plena.
Pode até parecer pensamento do século XX já que vivemos num mundo tão moderninho, mas eu acho traição inaceitável e ver uma história em que quem a comete é o bonzinho não me traz nada positivo.
sábado, 7 de maio de 2011
Lívia e as coisas que te deixam com o sorriso bobo no rosto.
Normalmente me vejo como uma velha de 70 anos que só sabe criticar as coisas. Nada é bom o suficiente, qualquer falha já chama me atenção e faz com que eu reclame. Mas então surgem aquelas coisas tão fofas que é impossível reclamar, mesmo que tenham milhões de falhas. Elas te deixam com um sorriso bobo no rosto, daqueles que mostram o quanto algo te faz bem.
Provavelmente essas coisas são as minhas preferidas no mundo todo, e o mais legal é que elas podem vir em qualquer forma e são inesperadas. Essa semana, por exemplo, uma aula de história me deixou sorrindo igual uma idiota. O professor passou a aula mostrando pinturas e esculturas do renascimento, e sinceramente? Não tem como arte não trazer um sentimento bom. É tudo tão lindo, os caras trazem sentimentos pras imagens de uma maneira tão perfeita, é como se aquilo saísse da tela/mármore, caminhasse entre as pessoas e explicasse o que o autor sentia enquanto as produzia. É lindo. Eu podia passar horas vendo aquelas obras sem soltar um pio, e pode acreditar que durante essas horas eu estaria com o mesmo sorriso estampado na cara.
Também podem vir na forma de um filme, um episódio de uma série, ou até mesmo uma só cena. Pode ser uma música, um texto, um vídeo, uma atitude que alguém toma, uma frase. Uma fotografia, uma lembrança que você tem no meio da rua e te faz rir sozinho. Pode ser um poema, um livro, uma carta, uma mensagem no celular. Pode ser um tweet. Todas essas coisas são capazes de te fazer feliz de uma maneira inexplicável, não importando seu estado de espírito antes delas acontecerem.
E não importa quantas vezes você assista um filme ou leia uma carta que têm esse poder, por exemplo, você sempre terá o mesmo sentimento, é incontrolável.
Quem dera se todos os dias pudessemos ter contato com algo que nos faça sorrir como babacas, não é mesmo?
http://www.youtube.com/watch?v=lHMuYA8esRU
É desse tipo de coisa que to falando. Vai dizer que não ficou sorrindo igual um bobo? (não deu pra colocar o vídeo aqui)
Provavelmente essas coisas são as minhas preferidas no mundo todo, e o mais legal é que elas podem vir em qualquer forma e são inesperadas. Essa semana, por exemplo, uma aula de história me deixou sorrindo igual uma idiota. O professor passou a aula mostrando pinturas e esculturas do renascimento, e sinceramente? Não tem como arte não trazer um sentimento bom. É tudo tão lindo, os caras trazem sentimentos pras imagens de uma maneira tão perfeita, é como se aquilo saísse da tela/mármore, caminhasse entre as pessoas e explicasse o que o autor sentia enquanto as produzia. É lindo. Eu podia passar horas vendo aquelas obras sem soltar um pio, e pode acreditar que durante essas horas eu estaria com o mesmo sorriso estampado na cara.
Também podem vir na forma de um filme, um episódio de uma série, ou até mesmo uma só cena. Pode ser uma música, um texto, um vídeo, uma atitude que alguém toma, uma frase. Uma fotografia, uma lembrança que você tem no meio da rua e te faz rir sozinho. Pode ser um poema, um livro, uma carta, uma mensagem no celular. Pode ser um tweet. Todas essas coisas são capazes de te fazer feliz de uma maneira inexplicável, não importando seu estado de espírito antes delas acontecerem.
E não importa quantas vezes você assista um filme ou leia uma carta que têm esse poder, por exemplo, você sempre terá o mesmo sentimento, é incontrolável.
Quem dera se todos os dias pudessemos ter contato com algo que nos faça sorrir como babacas, não é mesmo?
http://www.youtube.com/watch?v=lHMuYA8esRU
É desse tipo de coisa que to falando. Vai dizer que não ficou sorrindo igual um bobo? (não deu pra colocar o vídeo aqui)
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Lívia e o episódio de 90 minutos de Glee.
Eu disse que ia falar muito sobre séries. Não leia se você não assistiu ainda, porque vai ter spoilers.
Glee é uma série que pra gostar é preciso deixar de lado o desencanto por musicais que High School Musical nos deixou. Glee não é e não se assemelha em nenhum fator com High School Musical, e a única coisa que faz a série boa é o fato de ser musical. Só.
Se você é fã da série, provavelmente me odeia agora, mas vamos ser sinceros: o roteiro é muito ruim. A história se perde, coisas são deixadas em aberto, criam situações exageradas demais e os episódios parecem não ter continuidade, sem contar os personagens que não tem personalidade fixa. A interpretação de músicas, antigas e atuais, é o que salva a série.
Não podia ser diferente no último episódio, que teve 90 minutos e valeu pelas músicas e pela Santana (<3). Todas as performance foram brilhantes, em especial "As if we never said goodbye" na voz do Chris Colfer (aqui) e a tão esperada "Born this way", que deu nome ao episódio e foi interpretada por todo elenco (aqui). A história, que podia ter sido MUITO bem desenvolvida ficou medíocre.
Começando por Rachel, que foi atingida por Finn no nariz e teve que ir ao médico. Nessa visita, o doutor a persuade a fazer uma rinoplastia e Rachel passa a considerar a ideia. Então ela leva Quinn ao consultório, pois quer que seu nariz fique como o da ex-cheerleader. Os membros do Glee Club não apoiam a ideia, principalmente o professor, Mr. Schuester, que fica preocupado com a falta de amor próprio de seus alunos. A ideia de fazer os gleeks cantarem sobre algo que não gostam neles e depois fazerem uma performance de Born This Way, da Lady Gaga, surge a partir dessa situação.
Mike Chang, Tina, Artie e Sam não tem história nenhuma, pra variar. A treinadora Sue Sylvester não aparece nenhuma vez no episódio, o que é estranho e faz uma falta imensa.
Contudo, o esquecimento de alguns personagens não foi o grande problema do episódio, já que é algo um tanto quanto comum na série. A pior parte ficou na história da Quinn, que me fez querer levantar daqui e ir até os Estados Unidos socar os roteiristas.
A Quinn já tem, normalmente, uma personalidade inconstante. No começo da série era a Queen Bee do colégio, mas acaba engravidando e se torna profunda (o auge da personagem). Na segunda temporada parece ter esquecido de tudo que passou no ano anterior e volta a ser arrogante e prepotente. No último episódio, além da instabilidade da personalidade da personagem, resolveram alterar sua história, assim, sem mais nem menos.
A garota que foi por muito tempo queen bee, líder de torcida e opressora, já teria sido uma garota gordinha, feia, com o cabelo estranho e que fez uma rinoplastia. Não tinha amigos no colégio anterior e sofria bullying........HÃ? Caros roteiristas, alguém que passa por tal situação, mesmo que mude completamente de aparencia, não se torna no que a Quinn era/é. NÃO. SE. TORNA. Bullying é algo traumático, normalmente suas vítimas são reclusas, inseguras e permanecem assim pro resto da vida. Que ideia foi essa de colocar Quinn como vítima de bullying, como a excluida, a menina feia? Foi simplesmente a história mais ridícula que já vi em todas as séries. Por favor, voltem com a Quinn profunda e madura do meio/fim da primeira temporada, sem histórinhas babacas.
Santana foi a melhor de todo o episódio, com suas frases hilárias sobre sua sexualidade: "I'm a closet lesbian and a judgemental bitch. That means one thing: I have an awesome gaydar"; "I've got to gay. GO. I'VE GOT TO GO" e "The only straight I'm is straight up bitch", sem contar a "Legend has it that when I came out of my mother, I told the nurse she was fat" . Quero dizer, ela não precisava de mais nada, já ia valer por essas falas. Mesmo assim teve uma história razoável até, trazendo o Kurt de volta ao colégio e fingindo um relacionamento com Karofsky. Além de que, deu uma dó enorme dela usando a camiseta Lebanese (a intenção era que estivesse escrito "Lesbian") que ganhou da Brittany e querendo ir la cantar e dançar, mas com medo. Além de drama, Santana trouxe humor ao episódio, o que mais precisa ser dito?
Outra coisa que me incomodou no episódio foram algumas camisetas. Os alunos do Glee club deveriam usar, durante a apresentação de Born This Way, uma camiseta com uma frase sobre algo que aprenderam a aceitar em si próprios, uma ótima ideia. Espera-se que as camisetas tragam coisas que já foram motivo de dor para os personagens, como a de Emma, que tinha a sigla em inglês pra TOC. Então aparece Tina com "Brown Eyes" e Artie com "Four Eyes"...COMO ASSIM? Desde quando alguém precisa se aceitar porque tem olhos castanhos ou usa óculos? Isso não é motivo pra se aceitar e sair por aí cantando "Baby I was born this way". Personagem profundo pra que, não é mesmo?
A única diferença de "Born this way" pra qualquer outro episódio de Glee foi a duração, mais nada. Não foi épico, não trouxe grandes revoluções, não resolveu histórias que precisam terminar logo. Ao compara-lo com os primeiros episódios dessa temporada, como Grilled Cheesus e Auditions, nota-se sua inferioridade.
Não basta performances brilhantes se não temos história. Roteiristas de Glee, vocês precisam melhorar.
Glee é uma série que pra gostar é preciso deixar de lado o desencanto por musicais que High School Musical nos deixou. Glee não é e não se assemelha em nenhum fator com High School Musical, e a única coisa que faz a série boa é o fato de ser musical. Só.
Se você é fã da série, provavelmente me odeia agora, mas vamos ser sinceros: o roteiro é muito ruim. A história se perde, coisas são deixadas em aberto, criam situações exageradas demais e os episódios parecem não ter continuidade, sem contar os personagens que não tem personalidade fixa. A interpretação de músicas, antigas e atuais, é o que salva a série.
Não podia ser diferente no último episódio, que teve 90 minutos e valeu pelas músicas e pela Santana (<3). Todas as performance foram brilhantes, em especial "As if we never said goodbye" na voz do Chris Colfer (aqui) e a tão esperada "Born this way", que deu nome ao episódio e foi interpretada por todo elenco (aqui). A história, que podia ter sido MUITO bem desenvolvida ficou medíocre.
Começando por Rachel, que foi atingida por Finn no nariz e teve que ir ao médico. Nessa visita, o doutor a persuade a fazer uma rinoplastia e Rachel passa a considerar a ideia. Então ela leva Quinn ao consultório, pois quer que seu nariz fique como o da ex-cheerleader. Os membros do Glee Club não apoiam a ideia, principalmente o professor, Mr. Schuester, que fica preocupado com a falta de amor próprio de seus alunos. A ideia de fazer os gleeks cantarem sobre algo que não gostam neles e depois fazerem uma performance de Born This Way, da Lady Gaga, surge a partir dessa situação.
Mike Chang, Tina, Artie e Sam não tem história nenhuma, pra variar. A treinadora Sue Sylvester não aparece nenhuma vez no episódio, o que é estranho e faz uma falta imensa.
Contudo, o esquecimento de alguns personagens não foi o grande problema do episódio, já que é algo um tanto quanto comum na série. A pior parte ficou na história da Quinn, que me fez querer levantar daqui e ir até os Estados Unidos socar os roteiristas.
A Quinn já tem, normalmente, uma personalidade inconstante. No começo da série era a Queen Bee do colégio, mas acaba engravidando e se torna profunda (o auge da personagem). Na segunda temporada parece ter esquecido de tudo que passou no ano anterior e volta a ser arrogante e prepotente. No último episódio, além da instabilidade da personalidade da personagem, resolveram alterar sua história, assim, sem mais nem menos.
A garota que foi por muito tempo queen bee, líder de torcida e opressora, já teria sido uma garota gordinha, feia, com o cabelo estranho e que fez uma rinoplastia. Não tinha amigos no colégio anterior e sofria bullying........HÃ? Caros roteiristas, alguém que passa por tal situação, mesmo que mude completamente de aparencia, não se torna no que a Quinn era/é. NÃO. SE. TORNA. Bullying é algo traumático, normalmente suas vítimas são reclusas, inseguras e permanecem assim pro resto da vida. Que ideia foi essa de colocar Quinn como vítima de bullying, como a excluida, a menina feia? Foi simplesmente a história mais ridícula que já vi em todas as séries. Por favor, voltem com a Quinn profunda e madura do meio/fim da primeira temporada, sem histórinhas babacas.
Santana foi a melhor de todo o episódio, com suas frases hilárias sobre sua sexualidade: "I'm a closet lesbian and a judgemental bitch. That means one thing: I have an awesome gaydar"; "I've got to gay. GO. I'VE GOT TO GO" e "The only straight I'm is straight up bitch", sem contar a "Legend has it that when I came out of my mother, I told the nurse she was fat" . Quero dizer, ela não precisava de mais nada, já ia valer por essas falas. Mesmo assim teve uma história razoável até, trazendo o Kurt de volta ao colégio e fingindo um relacionamento com Karofsky. Além de que, deu uma dó enorme dela usando a camiseta Lebanese (a intenção era que estivesse escrito "Lesbian") que ganhou da Brittany e querendo ir la cantar e dançar, mas com medo. Além de drama, Santana trouxe humor ao episódio, o que mais precisa ser dito?
Outra coisa que me incomodou no episódio foram algumas camisetas. Os alunos do Glee club deveriam usar, durante a apresentação de Born This Way, uma camiseta com uma frase sobre algo que aprenderam a aceitar em si próprios, uma ótima ideia. Espera-se que as camisetas tragam coisas que já foram motivo de dor para os personagens, como a de Emma, que tinha a sigla em inglês pra TOC. Então aparece Tina com "Brown Eyes" e Artie com "Four Eyes"...COMO ASSIM? Desde quando alguém precisa se aceitar porque tem olhos castanhos ou usa óculos? Isso não é motivo pra se aceitar e sair por aí cantando "Baby I was born this way". Personagem profundo pra que, não é mesmo?
A única diferença de "Born this way" pra qualquer outro episódio de Glee foi a duração, mais nada. Não foi épico, não trouxe grandes revoluções, não resolveu histórias que precisam terminar logo. Ao compara-lo com os primeiros episódios dessa temporada, como Grilled Cheesus e Auditions, nota-se sua inferioridade.
Não basta performances brilhantes se não temos história. Roteiristas de Glee, vocês precisam melhorar.
sábado, 23 de abril de 2011
Lívia e Doctor Who.
Acabei de assistir o primeiro episódio da sexta temporada de Doctor Who e estou, simplesmente, sem reação, sem palavras e sem ar. QUE EPISÓDIO MAIS ÉPICO! Vai ficar pra história, com certeza.
Os caras basicamente começaram a temporada no pique de season finale. Cheio de mistério, paradoxos e referencia a vários outros episódios. Sabado que vem tem a segunda parte, e acho que nunca fiquei tão ansiosa assim pra uma série (nem mesmo pra skins).
"I wear a Stetson now, Stetsons are cool."
"Of course I'm OK, I'm always OK, I'm the king of OK. Oh, that's a rubbish title, forget that title."
"I'm being extremely clever up here and there's no-one to stand around looking impressed. What's the point of having you all?"
Os caras basicamente começaram a temporada no pique de season finale. Cheio de mistério, paradoxos e referencia a vários outros episódios. Sabado que vem tem a segunda parte, e acho que nunca fiquei tão ansiosa assim pra uma série (nem mesmo pra skins).
"I wear a Stetson now, Stetsons are cool."
"Of course I'm OK, I'm always OK, I'm the king of OK. Oh, that's a rubbish title, forget that title."
"I'm being extremely clever up here and there's no-one to stand around looking impressed. What's the point of having you all?"
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