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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lívia e "O noivo da minha melhor amiga"

Mocinha e mocinho que não podem se apaixonar se apaixonam, passam por problemas, ficam juntos no fim. Essa é a fórmula de todas comédias românticas, que ainda assistimos, apesar de batidas. Não me entendam errado: não é que eu não goste delas, acho que são filmes leves, ótimos pra passar o tempo e quase sempre garantem boas risadas. Não são obras primas, mas cumprem o seu papel perfeitamente: entreter.
Nunca imaginaria que um filme desse gênero me traria incomôdo, mas não é que trouxe? "O noivo da minha melhor amiga" conta a história de Rachel, uma advogada certinha, que se envolve com Dex, noivo de Darcy, sua melhor amiga.
Apesar de Rachel ser quem trai a melhor amiga, ela é a "mocinha" da história, e é exatamente isso que me incomoda. Estamos vivendo numa sociedade de valores invertidos ou é impressão minha? Traição não é algo admirável, é só mais uma forma de ser anti-ético e passar por cima dos outros.
Tentam justificar a atitude de Rachel com a teoria de que "se os papéis fossem trocados, Darcy não pensaria duas vezes", o que me incomodou ainda mais. Principalmente porque não se deve ser imoral porque o outro também é, pessoas de boa índole agem com ética independente da atitude dos demais. Segundo que se uma amizade é baseada nesse tipo de raciocínio, tem alguma coisa errada. Falar de melhor amigo é falar de confiança plena.
Pode até parecer pensamento do século XX já que vivemos num mundo tão moderninho, mas eu acho traição inaceitável e ver uma história em que quem a comete é o bonzinho não me traz nada positivo.

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