Na última semana, o clipe de "Smile", de Avril Lavigne, foi lançado. A música é o segundo single do Goodbye Lullaby, quarto albúm da cantora, lançado em março desse ano.
Devo dizer que a música foi minha maior decepção do albúm inteiro. Avril prometeu aos fãs um CD profundo, sincero e mais maduro, então começa uma das faixas com "You know that I'm a crazy bitch, I do what I want when I feel like it, all I wanna do is lose control" ("você sabe que sou uma puta louca, eu faço o que quero quando tenho vontade, tudo que quero fazer é perder o controle"), algo que esperamos ouvir de alguém com 15, 16 anos, não de uma mulher formada. Apesar disso, sempre apostei de Smile como single, é chiclete e o ritmo da uma boa salvada na letra. É uma espécie de Girlfriend, difícil de flopar.
Por não gostar da música, não criei expectativas para o clipe, que acabei por gostar.Smile é uma mistura de "He wasn't" (o cenário é muito parecido) com uma espécie de história (não sei se é bem uma história, mas vou usar esse termo), é simples, bonitinho e gostoso de assistir.
Não sei se a semelhança com "He wasn't" foi proposital, pra agradar os fãs que, como eu, preferem o "Under My Skin" (segundo album), mas foi uma boa ideia. Combina com a música, combina com a volta de uma Avril menos rosa e nos remete aos bons tempos.
As cenas em que ela recolhe os pedaços de um coração partido são bonitinhas, apesar de já terem sido usadas antes por outros artistas. Talvez ficariam melhores se, após ela pegar um pedaço, a cena ganhasse cor, mas também é algo que já foi usado. Essas cenas me lembraram um pouco o clipe de LDN, da Lily Allen, que eu gosto muito, por sinal.
Não é o melhor clipe da carreira de Avril, mas passa longe de ser o pior.
Caso você não tenha assistido ainda, aqui está:
quarta-feira, 25 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Lívia e "O noivo da minha melhor amiga"
Mocinha e mocinho que não podem se apaixonar se apaixonam, passam por problemas, ficam juntos no fim. Essa é a fórmula de todas comédias românticas, que ainda assistimos, apesar de batidas. Não me entendam errado: não é que eu não goste delas, acho que são filmes leves, ótimos pra passar o tempo e quase sempre garantem boas risadas. Não são obras primas, mas cumprem o seu papel perfeitamente: entreter.
Nunca imaginaria que um filme desse gênero me traria incomôdo, mas não é que trouxe? "O noivo da minha melhor amiga" conta a história de Rachel, uma advogada certinha, que se envolve com Dex, noivo de Darcy, sua melhor amiga.
Apesar de Rachel ser quem trai a melhor amiga, ela é a "mocinha" da história, e é exatamente isso que me incomoda. Estamos vivendo numa sociedade de valores invertidos ou é impressão minha? Traição não é algo admirável, é só mais uma forma de ser anti-ético e passar por cima dos outros.
Tentam justificar a atitude de Rachel com a teoria de que "se os papéis fossem trocados, Darcy não pensaria duas vezes", o que me incomodou ainda mais. Principalmente porque não se deve ser imoral porque o outro também é, pessoas de boa índole agem com ética independente da atitude dos demais. Segundo que se uma amizade é baseada nesse tipo de raciocínio, tem alguma coisa errada. Falar de melhor amigo é falar de confiança plena.
Pode até parecer pensamento do século XX já que vivemos num mundo tão moderninho, mas eu acho traição inaceitável e ver uma história em que quem a comete é o bonzinho não me traz nada positivo.
Nunca imaginaria que um filme desse gênero me traria incomôdo, mas não é que trouxe? "O noivo da minha melhor amiga" conta a história de Rachel, uma advogada certinha, que se envolve com Dex, noivo de Darcy, sua melhor amiga.
Apesar de Rachel ser quem trai a melhor amiga, ela é a "mocinha" da história, e é exatamente isso que me incomoda. Estamos vivendo numa sociedade de valores invertidos ou é impressão minha? Traição não é algo admirável, é só mais uma forma de ser anti-ético e passar por cima dos outros.
Tentam justificar a atitude de Rachel com a teoria de que "se os papéis fossem trocados, Darcy não pensaria duas vezes", o que me incomodou ainda mais. Principalmente porque não se deve ser imoral porque o outro também é, pessoas de boa índole agem com ética independente da atitude dos demais. Segundo que se uma amizade é baseada nesse tipo de raciocínio, tem alguma coisa errada. Falar de melhor amigo é falar de confiança plena.
Pode até parecer pensamento do século XX já que vivemos num mundo tão moderninho, mas eu acho traição inaceitável e ver uma história em que quem a comete é o bonzinho não me traz nada positivo.
sábado, 7 de maio de 2011
Lívia e as coisas que te deixam com o sorriso bobo no rosto.
Normalmente me vejo como uma velha de 70 anos que só sabe criticar as coisas. Nada é bom o suficiente, qualquer falha já chama me atenção e faz com que eu reclame. Mas então surgem aquelas coisas tão fofas que é impossível reclamar, mesmo que tenham milhões de falhas. Elas te deixam com um sorriso bobo no rosto, daqueles que mostram o quanto algo te faz bem.
Provavelmente essas coisas são as minhas preferidas no mundo todo, e o mais legal é que elas podem vir em qualquer forma e são inesperadas. Essa semana, por exemplo, uma aula de história me deixou sorrindo igual uma idiota. O professor passou a aula mostrando pinturas e esculturas do renascimento, e sinceramente? Não tem como arte não trazer um sentimento bom. É tudo tão lindo, os caras trazem sentimentos pras imagens de uma maneira tão perfeita, é como se aquilo saísse da tela/mármore, caminhasse entre as pessoas e explicasse o que o autor sentia enquanto as produzia. É lindo. Eu podia passar horas vendo aquelas obras sem soltar um pio, e pode acreditar que durante essas horas eu estaria com o mesmo sorriso estampado na cara.
Também podem vir na forma de um filme, um episódio de uma série, ou até mesmo uma só cena. Pode ser uma música, um texto, um vídeo, uma atitude que alguém toma, uma frase. Uma fotografia, uma lembrança que você tem no meio da rua e te faz rir sozinho. Pode ser um poema, um livro, uma carta, uma mensagem no celular. Pode ser um tweet. Todas essas coisas são capazes de te fazer feliz de uma maneira inexplicável, não importando seu estado de espírito antes delas acontecerem.
E não importa quantas vezes você assista um filme ou leia uma carta que têm esse poder, por exemplo, você sempre terá o mesmo sentimento, é incontrolável.
Quem dera se todos os dias pudessemos ter contato com algo que nos faça sorrir como babacas, não é mesmo?
http://www.youtube.com/watch?v=lHMuYA8esRU
É desse tipo de coisa que to falando. Vai dizer que não ficou sorrindo igual um bobo? (não deu pra colocar o vídeo aqui)
Provavelmente essas coisas são as minhas preferidas no mundo todo, e o mais legal é que elas podem vir em qualquer forma e são inesperadas. Essa semana, por exemplo, uma aula de história me deixou sorrindo igual uma idiota. O professor passou a aula mostrando pinturas e esculturas do renascimento, e sinceramente? Não tem como arte não trazer um sentimento bom. É tudo tão lindo, os caras trazem sentimentos pras imagens de uma maneira tão perfeita, é como se aquilo saísse da tela/mármore, caminhasse entre as pessoas e explicasse o que o autor sentia enquanto as produzia. É lindo. Eu podia passar horas vendo aquelas obras sem soltar um pio, e pode acreditar que durante essas horas eu estaria com o mesmo sorriso estampado na cara.
Também podem vir na forma de um filme, um episódio de uma série, ou até mesmo uma só cena. Pode ser uma música, um texto, um vídeo, uma atitude que alguém toma, uma frase. Uma fotografia, uma lembrança que você tem no meio da rua e te faz rir sozinho. Pode ser um poema, um livro, uma carta, uma mensagem no celular. Pode ser um tweet. Todas essas coisas são capazes de te fazer feliz de uma maneira inexplicável, não importando seu estado de espírito antes delas acontecerem.
E não importa quantas vezes você assista um filme ou leia uma carta que têm esse poder, por exemplo, você sempre terá o mesmo sentimento, é incontrolável.
Quem dera se todos os dias pudessemos ter contato com algo que nos faça sorrir como babacas, não é mesmo?
http://www.youtube.com/watch?v=lHMuYA8esRU
É desse tipo de coisa que to falando. Vai dizer que não ficou sorrindo igual um bobo? (não deu pra colocar o vídeo aqui)
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